Cabeça d’água: como reconhecer os sinais e se proteger em rios e cachoeiras
Com a volta das chuvas ao Cerrado, cresce o risco das chamadas cabeças d’água em rios e cachoeiras. É uma subida repentina e forte do volume e da velocidade da água, que pode arrastar quem está no leito do rio. Veja como reconhecer os sinais e se proteger.
Por que acontece
O rio recolhe a água da chuva que cai em toda a sua bacia. Quando chove forte na cabeceira, essa água desce rápido. “Em poucos minutos o rio pode triplicar de tamanho e depois baixar novamente”, explicou o comandante-geral do Corpo de Bombeiros de Goiás, coronel Washington Luiz Vaz Júnior, ao Jornal Opção.
O perigo é que a pessoa pode estar sob sol, sem chuva no local, enquanto chove muito rio acima. Segundo o comandante, não existe alerta sonoro: a mudança na água é o único sinal.
Sinais de alerta
- Água mudando de cor, ficando barrenta;
- Galhos, folhas e espuma descendo o rio;
- Barulho da correnteza mais forte que o normal;
- Nível da água subindo, mesmo que pouco;
- Céu fechado ou trovões na direção da cabeceira.
O que fazer
- Ao primeiro sinal, saia da água e do leito do rio e procure um lugar alto. Não espere para ver;
- Não atravesse rios com correnteza forte;
- Em dias de chuva, não entre na água;
- Use colete salva-vidas em cachoeiras, lagos e rios;
- Prefira passeios com guia e respeite o fechamento de atrativos pelos parques;
- Em emergência, ligue 193.
Época de mais risco
No Cerrado, o período chuvoso vai de outubro a março, e as tardes costumam ter pancadas fortes. Programe os banhos para a manhã e acompanhe a previsão do tempo para toda a região do passeio, não só para a cidade onde você está.
Com informações do Corpo de Bombeiros de Goiás, do Corpo de Bombeiros do Paraná e do Jornal Opção.
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